GEOGRAFIA PURA

PAÍS

Tibete ou também chamado de Tibet

SIGNIFICADO DO NOME

Os nomes e definições referentes ao Tibete estão carregados de simbolismo linguístico e político.

O endônimo (ou 'autônimo') moderno no tibetano padrão Bod (བོད་) significa "Tibete" ou "Planalto Tibetano", embora originalmente se referisse apenas à região central de "Ü-Tsang". A pronúncia padrão de Bod IPA: [pʰø̀ʔ], costuma ser transliterada como Bhö ou Phö. Alguns acadêmicos acreditam que a primeira referência escrita a Bod estaria no antigo povo dos "Bautai", registrado no Périplo do Mar Eritreu (século I) e na Geographia, de Ptolomeu (século II).

Os dois exônimos para o Tibete no mandarim padrão são os clássicos Tǔbō (土蕃) ou Tǔfān (吐蕃) e o moderno Xīzàng (西藏), que designa especificamente a Região Autônoma do Tibete. Tubo ou Tufan, antigos nomes para o Tibete, foram primeiro transliterados para o chinês como 土番 no século VII (Li Tai) e como 吐蕃 no século X (Livro de Tang, que descreveu a chegada de 608-609 emissários do rei tibetano Namri Songtsen ao Imperador Yang de Sui). No chinês médio, falado naquele período, a pronúncia de Tǔbō ou Tǔfān foi reconstruída (por Bernhard Karlgren) como T'uopuâ e T'uop'i̭wɐn, respectivamente. Xizang (西藏) foi um termo cunhado durante o período da dinastia Qing, do Imperador Jiaqing (r. 1796–1820). A República Popular da China considera equivalentes os termos Xīzàng e Xīzàng Zìzhìqū (西藏自治区, "Região Autônoma do Tibete").

O termo ocidental Tibet ou Thibet provavelmente seria derivado do árabe Tibat ou Tobatt (طيبة، توبات), embora não exista consenso acerca da sua etimologia exata; a maior parte das fontes propõe que viria do tibetano Stod-bod (pronunciado tö-bhöt), "Alto Tibete", enquanto outros sugerem que viria do turcomano Töbäd, "As Alturas" (plural de töbän), e alguns poucos favorecem a tese de uma origem no chinês Tǔbō ou Tǔfān.

CONTINENTE

Ásia

BANDEIRA

SINIFICADO DA BANDEIRA

A bandeira do Tibete foi introduzida em 1912 pelo 13º Dalai Lama que fundiu as bandeiras militares de várias províncias para resultar a atual. Desde então serviu como bandeira militar Tibetana até 1950. Hoje permanece o emblema da Administração Central Tibetana sediada em Dharamsala na Índia. Como símbolo do movimento de independência Tibetano foi banido na República Popular da China, incluindo a Região Autónoma do Tibete, que corresponde à antiga área controlada pelo governo tibetano em Lassa, bem como outras áreas no Tibete.

Simbolismo

O sítio oficial (em inglês) do governo no exílio do Tibete dá o seguinte significado à bandeira:

No centro, uma montanha coberta de neve, representa a grande nação do Tibete, amplamente conhecida como Tibete.

Pelo céu azul escuro, seis faixas vermelhas representam os antepassados do povo Tibetano: as seis tribos chamadas Se, Mu, Dong, Tong, Dru e Ra que por sua vez geraram doze descendentes. A combinação das seis faixas vermelhas (das tribos) e das seis faixas azuis (representando o céu), simbolizam a incessante proteção dos ensinamentos espirituais pelas divindades guardiãs vermelhas e negras, com as quais o Tibete tem uma ligação desde há muito.

No topo da montanha nervosa, brilha o sol, raiando em todas as direções, simbolizando isto, o gozo da liberdade por todos, riqueza espiritual e material, e a prosperidade de todos os seres na terra Tibetana.

No sopé da montanha, permanecem dois leões da neve, representativos dos feitos vitoriosos do país de unificar uma vida espiritual e secular.

As três joias coloridas elevadas pelos leões, representam a reverência guardada pelos Tibetanos às Três Joias Supremas (Buda, Dharma e Sangha).

As duas joias coloridas seguradas em baixo pelos leões, significam a consideração e estima pela autodisciplina do comportamento ético correto, principalmente representadas pela prática das dez virtudes exaltadas e dos dezesseis modos de conduta.

A borda amarela em torno do perímetro da bandeira, simboliza a anunciação e o florescimento em todas as direções e tempos dos ensinamentos de ouro de Buda.

E ainda, a extremidade da bandeira sem a borda amarela representa a abertura do Tibete a outros credos religiosos.

MAPA

BRASÃO

O Emblema do Tibete é um símbolo do governo tibetano no exílio. Combina vários elementos da bandeira do Tibete e contém diversos símbolos budistas. Os elementos base são o sol e a lua sobre os Himalaias, que representam a nação do Tibete, conhecida como a Terra das Montanhas Nevadas. Nos sopés das montanhas encontra-se um par de leões das neves. Segura entre os dois leões está a Dharmachakra, representativa do Nobre Caminho Óctuplo do Budismo. No interior da roda, as três jóias coloridas representam a práticas das 10 virtudes exaltadas e os 16 modos de conduta.

É o emblema oficial do governo no exílio da Administração Central Tibetana, com sede em Dharamsala na Índia. Como símbolo do movimento tibetano de independência, está possivelmente banido na República Popular da China, incluindo a Região Autónoma do Tibete, que corresponde à antiga área controlada pelo governo tibetano em Lassa, bem como outras áreas no grande Tibete. É frequentemente visto imprimido a preto-e-branco e em variantes budistas de carmesim-e-branco.

HINO

Yidam OM

OM Muni Muni Maha Muni Shakyamuni ye Soha

OM Mani Padme Hum

Padmasambhava

Om Dalai Lama

Lama tashi delek

Om Mani Padme Hum

Yidam OM

Gate Gate Paragate Parasamgate Bodhi Svaha

Tatyata OM Muni Muni Maha Muni Shakyamuniye Svaha

Free Tibet

Om Mani Padme Hum

Om Padma Sanbhava

Om Dalai Lama

Om lamatashide

Om gate bodhi paragate Parasamgate svaha

Om muni muni maha muniye Sakyamuni svaha


SIGNIFICADO DO HINO

Om mani padme hum

Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.

Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.

Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.

Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.

Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. Pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.

Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.

Ensinamento do 14° Dalai Lama

"É muito bom recitar o mantra Om Mani Padme Hum, mas, enquanto se recita, deve-se pensar nos significados, pois os significados das seis sílabas são muitos e vastos."

"'Om' simboliza o corpo, a fala e o discurso impuros do indivíduo; ao mesmo tempo ele simboliza a pureza do corpo, da fala e da mente do Buda."

"As próximas quatro sílabas indicam o Caminho. 'Mani' significa 'joia' e simboliza o método que é a intenção altruística de se tornar iluminado, simboliza compaixão e amor."

As duas sílabas 'Padme' significam lótus e simbolizam a sabedoria.

A pureza deve ser atingida através da unidade indivisível do método e da sabedoria, o que é simbolizado pela sílaba final 'hum', que significa indivisibilidade."

"Assim, as seis sílabas, Om Mani Padme Hum, significam que a prática do Caminho leva à transformação do corpo, da fala e da mente impura na exaltação de pureza que são o corpo, a fala e a mente do Buda."

CAPITAL

Lhasa

MOEDA

Renminbi ou, na suas formas portuguesas, Renmimbi, Remimbi ou Remmimbi

ARQUIPÉLAGOS

O país não possui Arquipélagos.

CLIMA

A principal característica do clima tibetano é a grande gama de temperaturas possíveis durante um único dia. As noites são frias, com temperaturas abaixo de 0° C, mas pode ser quente ao meio-dia, com temperaturas de até 38° C. Raramente vena, exceto na fronteira do Himalaia. No entanto, os invernos são muito rigorosos. Julho e agosto são os meses chuvosos. O centro do Tibet tem clima mais ameno. A melhor época para visitar o Tibet é entre maio e junho ou entre setembro e outubro, quando o clima é seco e ensolarado, com temperaturas amenas durante o dia.

Assim, o Changthang não recebe apenas mais de 100 mm de água por ano e a média térmica há - 5 °C; ventos violentos sopram todo o ano. Brutais quedas de temperatura produzem-se frequentemente após deitá-lo do sol. Em contrapartida, o Sul do Tibete beneficia de condições muito clementes: faz menos frio à Lhassa, 3 630 m de altitude, que à Pequim, ao mês de Janeiro. A temperatura média do mês há - 1 °C e a do mês de Julho de 17 °C. As vertentes do sul dos vales tocadas pela monção de verão podem receber mais de 1 000 mm de água em dois meses (julho-agosto)

CONDADOS

O país não possui Condados.

DUCADOS

O país não possui Ducados.

ILHAS

O país não possui Ilhas.

PRINCIPADOS

O país não possui Principados.

FAUNA

A fauna do Tibete apresenta uma grande diversidade. Encontra-se nas zonas montanhosas chevrotains, carneiros, cabras e burros selvagens, yacks e antílopes. Existe igualmente uns outros grandes mamíferos como leopardos, tigres, diferentes espécies de ursos, lobos, raposas e macacos.

FLORA

Lilium concolor (em chinês: 渥丹) é uma espécie de planta com flor, pertencente à família Liliaceae.

É endêmica da República Popular da China com ocorrências nas províncias de Hebei, Heilongjiang, Henan, Hubei, Jilin, Liaoning, Shaanxi, Shandong, Shanxi, Yunnan e da Região Autônoma do Tibet, bem como no Japão, Coreia do Sul, da Mongólia e Sibéria.

Lilium lankongense (em chinês: 匍茎百合 | pu jing bai he) é uma espécie de planta com flor, pertencente a família Liliaceae. É endêmica da República Popular da China, com ocorrências na província de Yunnan, e no Tibete. O seu habitat está localizado em uma altitude de 1 800-3 200 metros.

Lilium medogense (em chinês: 墨脱百合|mo tuo bai he) é uma espécie de planta com flor, pertencente à família Liliaceae. É nativa do Tibete e da província de Xian na República Popular da China.

Lilium nanum é uma espécie de planta herbácea perene com flor, pertencente à família Liliaceae. A espécie tem a altura variando entre 8–42cm e floresce a uma altitude de 3 500m e 4 500m.

A planta é endêmica nas províncias de Sichuan, Tibete, Yunnan na República Popular da China, e também no Mianmar, no Nepal, Butão e Índia.

Lilium nepalense (em chinês: 紫斑百合|zi ban bai he) é uma espécie de planta com flor, pertencente à família Liliaceae.

É nativa do Nepal, Tibete, Butão, Índia estado de, Sikkim, Myanmar, com ocorrências na província de Yunnan na República Popular da China. A planta é encontrada em florestas abertas a uma altitude entre 2 000 e 3 000 metros.

Variedades

L. nepalense var. concolor

L. nepalense var. nepalense

L. nepalense var. robustum

Lilium paradoxum (em chinês=藏百合|zang bai he) é uma espécie de planta herbácea perene com flor, pertencente à família Liliaceae. A espécie floresce a uma altitude de 3.200 a 3.900m acima do nível do mar.

A planta é endêmica da Região Autônoma do Tibete, florescendo em encostas relvadas, entre arbustos e rochas.

Lilium saccatum (em chinês: 囊被百合|nang bei bai he) é uma espécie de planta herbácea perene com flor, pertencente à famíliaLiliaceae. A espécie tem a altura variando entre 0,2-0,2m e floresce a uma altitude acima de 3 900m.

A planta é endêmica do Tibete e da República Popular da China com ocorrências na província de Xian.

Lilium souliei (em chinês: 紫花百合 |zi hua bai he) é uma espécie de planta com flor, pertencente à família Liliaceae.

O lírio é nativo das províncias de Yunnan e Sichuan na República da China, com ocorrências no Tibete. A planta é encontrada na beira de bosques e encostas relvadas, a uma altitude entre 1200-3900 metros.

Lilium taliense (em chinês: 大理百合) é uma espécie de planta com flor, pertencente à famíliaLiliaceae.

A planta é nativa das províncias de Sichuan e Yunnan da República Popular da China com ocorrências no Tibete e alcança a altura de 0,7-3 metros florescendo a uma altitude de 2 500-3 500 metros.

Lilium wardii (em chinês:卓巴百合) é uma espécie de planta com flor, pertencente à família Liliaceae.

É uma planta nativa do Tibete e é encontrada a uma altitude entre 2 000 e 3 000 metros.

RELEVO

O Tibete está localizado no Planalto Tibetano, a região mais alta do mundo. A maior parte da cadeia de montanha do Himalaia encontra-se no Tibete. Seu pico mais conhecido, o monte Evereste, se encontra na fronteira entre Nepal e Tibete. A altitude média é de cerca de 3.000 metros no sul e 4.500 metros no norte.

A atmosfera é severamente seca por nove meses do ano e o índice de queda de neve é extremamente baixo devido às massas de ar seco que chegam na região.

O Tibete histórico consiste de diversas regiões:

Amdo (A mdo) no nordeste, anexado pela China às províncias de Qinghai, Gansu e Sichuan.

Kham (Khams) no leste, divisa entre Sichuan, norte de Yunnan e Qinghai.

Kham ocidental, parte da Região Autônoma do Tibete

Ü-Tsang (dBus gTsang) (Ü no centro, Tsang no centro-oeste, e Ngari (mNga' ris) no extemo oeste), parte da Região Autônoma do Tibete.

A influência cultural tibetana estende-se até países vizinhos como Butão, Nepal, regiões adjacentes da Índia como Sikkim e Ladakh e províncias adjacentes da China onde o budismo tibetano é a religião predominante.

Na fronteira com a Índia, a região popularmente chamada entre os chineses como "Sul tibetano" é reivindicada pela República Popular da China e administrada pela Índia através do estado de Arunachal Pradesh.

HIDROGRAFIA

Diversos rios têm suas nascentes no Planalto Tibetano, principalmente na atual província de Qinghai, incluindo:

Rio Amarelo: O rio Amarelo, também conhecido como Huang He ou Huang Ho, é o segundo mais longo rio da China e o 6º maior rio do mundo, medindo 5.464km, e tem uma bacia de 752.000km².

É de grande importância para a economia chinesa pois o seu vale tem terras férteis, bons pastos e importantes jazidas minerais.

Foi ao longo desse rio que a civilização chinesa começou.

Seu nome deve-se à grande quantidade de materiais em suspensão que arrastam suas turbulentas águas—lodo e partículas de areia muito fina, que lhe tingem de dourado.

Rio Bramaputra—o principal rio que passa pelo Tibete, chamado em tibetano de Yarlung Tsangpo: O rio Bramaputra (em sânscrito: ब्रह्मपुत्र; "filho de Brama) é um rio da Ásia Meridional, com 2.900km de comprimento. A sua nascente é nos Himalaias, no Kailash a 5.000 metros de altitude, no glaciar Kubigangri, e passa perto de Lassa. No Tibete Ocidental é conhecido como Yarlung Tsangpo e no Tibete do sul como Dihang. Os antigos gregos chamavam-lhe Dyardanes ou o Œdanes dos. Seu percurso tropical faz do seu vale um dos mais ricos mundialmente em biodiversidade. As suas cheias importantes permitem uma fertilização da terra mas não são muito devastadoras.

No seu curso inferior, que é sagrado no hinduísmo, o rio é utilizado para o transporte de produtos agrícolas. Desagua no rio Ganges, que após a confluência forma um grande delta (o delta do Ganges, no golfo de Bengala no Bangladesh). É um dos raros rios do mundo onde ocorre o fenómeno do macaréu.

Rio Ganges: O rio Ganges (em hindi e na maior parte das línguas indianas: गंगा; transl.: Gaṅgā; é um dos principais rios do subcontinente Indiano, e um dos vinte maiores do mundo em caudal. Suas águas se deslocam rumo ao leste através da planície do Ganges do norte da Índia até ao Bangladesh. Com 2510km de extensão, nasce no Himalaia ocidental, no estado indiano de Uttarakhand, e desagua no Delta do Ganges, no golfo de Bengala. Desde muito tempo é considerado um rio sagrado para os hindus, que o veneram na forma da deusa Ganga, e também possui um grande valor histórico: diversas capitais de províncias ou impérios, como Patliputra, Kannauj, Kara, Allahabad, Murshidabad e Calcutá, localizam-se em suas margens. O Ganges e seus afluentes abrangem uma bacia hidrográfica fértil de cerca de um milhão de quilômetros quadrados, que é a mais densamente povoada do planeta, com mais de 400 milhões de pessoas e uma densidade populacional de cerca de 390 hab/km2. A profundidade média do rio é de 16 metros, e a máxima é de 30 metros.

Rio Indo: O rio Indo (em urdu: سندھ; transl.: Sindh  notr; em sânscrito e hindiसिन्धु; Sindhu; em persa: حندو; Hindu; em pachto: آباس; Abasin , "pai dos rios"; em tibetano: Sengge Chu, "rio leão"; em chinês印度; Yìndù; em grego: Ινδός; Indos) é o rio mais longo e mais importante do Paquistão e um dos mais destacados rios do subcontinente indiano. O topônimo "Índia" é proveniente do nome do rio.

Com origem no planalto tibetano, próximo ao lago Manasarovar, o rio atravessa a região do Ladaque, na Caxemira e no Gilgit-Baltistão na direção sul, cortando o Paquistão de norte a sul até desaguar no mar Arábico perto da cidade paquistanesa de Carachi. Seu comprimento é de cerca de 3.200km e sua bacia hidrográfica totaliza mais de 1.081.700km². O fluxo anual estimado do rio é de cerca de 207km³. Desde sua origem no topo do mundo, em meio a geleiras, alimenta um ecossistema de florestas temperadas, planícies e campos áridos. Juntamente com os rios Jilum, Chenab, Rauí, Beás, Satle e o extinto Sarasvati, o Indo forma o chamado delta do Sapta Sindhu ("Sete Rios") na província paquistanesa de Sinde. O Indo tem 20 afluentes principais.

O Indo é a principal fonte de água para a economia do Paquistão, em especial nas província de Sinde. Também é a maior fonte de água potável do país e é usado por muitas indústrias pesadas.

O Indo é um dos poucos rios do planeta a possuir um refluxo de maré. Alimentado, em grande medida pela neve e geleiras das cordilheiras de Caracórum, Indocuche e Himalaias no Tibete, em Caxemira e nas Áreas do Norte no Paquistão, o fluxo do Indo varia conforme as estações do ano: reduz-se durante o inverno e chega a extravasar durante o período das monções (julho a setembro). Há indícios de que seu curso se moveu para oeste ao longo do tempo.

Rio Mekong: O Mekong, Mecom ou Mecão é um dos maiores rios do mundo e está localizado no sudeste asiático.

Com um comprimento variável entre 4350 e 4990km, é o 13.° mais longo e 10.° mais volumoso (descarrega 475km³ de água anualmente) rio do mundo, drenando uma área de 795.000km². Nasce no Planalto do Tibete e depois percorre a província chinesa de Yunnan, além de Camboja, Laos, Myanmar, Tailândia e Vietnã.

O nome Mekong vem dos idiomas tailandeses e significa Mae Nam Khong, onde Mae é traduzido como Mãe, e Nam como água. A bacia do Mekong tem uma das biodiversidades mais ricas do mundo. Mais de 1200 espécies de peixe já foram descobertas na área e são uma fonte vital para a dieta da população local.

No Mekong superior, ao longo da porção nordeste, na fronteira com o Laos, o rio é relativamente limpo e possui uma fluidez considerável. A água tende a ser neutra com um pH variando de 6,9 a 8,2 e o nível de nutrientes é baixo. Na parte baixa do Mekong, a água é turva, especialmente durante a época de chuvas. Devido a erosão dos barrancos ao longo da margem, a água passa a ter uma coloração amarelada, cor de terra. A temperatura do rio varia de 21,1 a 27,8°C e o pH entre 6,2 e 6,5.

Nesse rio, à altura da Tailândia com o Laos ocorre um fenômeno em que esferas flamejantes saem dele e ascendem ao céu. Esse evento é associado à serpente mitológica Naga. Os cientistas tailandeses não chegaram a uma explicação plausível sobre as bolas de fogo. Em 2003, uma equipe de cientistas do Ministério de Ciência e Tecnologia da Tailândia não pôde chegar a nenhuma conclusão, embora tenha levantado a hipótese de que este fenômeno fosse produto da ignição de gases de metano e nitrogênio originados por bactérias no fundo do rio.

Rio Salween: O rio Salween nasce no Tibete, atravessa Yunnan, província do sul da República Popular da China, onde se chama Nu (怒江; pinyin: Nù Jiāng), entra em Mianmar e vai desaguar num delta no mar de Andamão (mais precisamente, no golfo de Martabão) perto da grande cidade de Moulmein. É o 24º mais longo do mundo e o 11º na Ásia.

Tem o rio Nujiang como afluente e confunde-se com este. Enquadra-se na Reserva dos Três Rios, protegida pela Unesco.

Entre os grandes rios desta região-Mekong, Irauádi-que nascem nos altos planaltos tibetanos e irrigam o sudeste asiático, o Salween é o menos conhecido. O seu percurso é feito em regiões montanhosas de difícil acesso, e apenas é navegável em cerca de 100km, ficando afastado de locais muito povoados, à exceção da zona do delta.

Rio Yangtze: O rio Yangtzé ou rio Iangtzé, também conhecido como Yang-Tsé-kiang, Yangtze, Chang Jiang, Rio Azul e Iansequião (chinês tradicional: 長江, chinês simplificado: 长江, pinyin: Cháng Jiāng), é o maior rio da Ásia. Percorre 6 300 quilômetros desde sua nascente, nos montes Kunlum (Qinghai e Tibete), até ao mar da China Oriental, sempre na República Popular da China. Sua bacia hidrográfica (de 1 800 000 a 1 942 500km²) irriga as regiões mais férteis da China. Os principais afluentes do Yangtzé são o Min, o Wu e o Han. A garganta Yarlung Zangboer se localiza no Yangtzé, e é a maior do mundo. É, tradicionalmente, considerado como a fronteira natural entre as regiões culturais do norte e sul da China.

Junto com o Rio Amarelo, o Yangtze é o rio mais importante da história, cultura e economia da China. O próspero Delta do Yangtze gera 20% do produto interno bruto chinês. O rio Yangtze flui através de uma grande variedade de ecossistemas e é habitat de vários animais ameaçadas de extinção, incluindo o jacaré-chinês e o esturjão-de-yangtze. Por milhares de anos, o homem tem utilizado a água do rio para a irrigação, o saneamento, o transporte, a indústria e para a guerra. A Barragem das Três Gargantas no rio Yangtze é a maior central hidroeléctrica do mundo.

Nos últimos anos, o rio tem sofrido com a poluição industrial, a agrícola, o assoreamento e a perda de zonas húmidas, o que agrava inundações sazonais. Algumas partes do rio estão, agora, protegidas como reservas naturais.

O Yangtze é rodado por áreas industrial, metalúrgicas, energéticas, químicas, automotivas, e indústrias de alta tecnologia. Ele está desempenhando um papel cada vez mais crucial no crescimento econômico do vale. O rio é uma artéria principal do transporte para a China, que liga o interior ao litoral.

O rio é uma das mais movimentadas vias fluviais do mundo. Em 2005, 795 milhões de toneladas foram transportadas pelo rio. Existem cruzeiros entre vários dias, especialmente perto da Hidrelétrica de Três Gargantas, que está se tornando a indústria de turismo que mais cresce na China.

O Indo e o Brahmaputra se originam num lago no leste do Tibete, Tso Mapham, próximo ao monte Kailash. A montanha é um destino sagrado tanto para hindus quanto para tibetanos. Os hindus consideram a montanha o lar do deus Xiva. O nome tibetano para o Monte Kailash é Khang Rinpoche.

SUBDIVISÕES

Por ser uma região da China, o Tibet é subdividido somente nas seguintes cidades: Chengguan, Gongbo'gyamda County, Gyantsé, Lassa, Lassa ou Lhasa, Lhünzê, Lhünzhub ou Linzhou, Lulang, Mainling County, Maizhokunggar, Nagqu, Ngari Prefecture, Nyalam County, Nyemo, Qüxü, Shannan, Shelkar ou Shelkar, Shigatse ou Rikaze, Shigatse ou Rikaze, Taktser, Tsetang e Zhangmu.

VEGETAÇÃO

A vegetação do Cangbo é mais rico, assim como a dos vales orientais onde vazam Brahmapoutre, Indus e o Sutlej. Ciprestes, peupliers, ácer empurram estes em vales onde cultiva-se igualmente árvores fruitiers como pommiers, os pessegueiros, poiriers e abricotiers.

IDIOMAS

A língua tibetana é falada em todo o vasto planalto tibetano, no Butão, em partes do Nepal e no norte da Índia (como em Sikkim). É, normalmente, classificada como uma língua tibeto-birmanesa, da família das línguas sino-tibetanas. A língua tibetana inclui numerosos dialetos regionais, que, em geral, são inteligíveis entre si.

A diferenciação entre o tibetano e outras línguas himalaias são, muitas vezes, indefinidas. Em geral, os dialetos da parte central do Tibete, como o lassa, o kham, o amdo e outras áreas próximas, são considerados dialetos tibetanos, enquanto outras, como o dzonga, o siquimês, a língua sherpa e a língua ladakhi são consideradas separadas por razões políticas. Tendo em vista esse entendimento dos dialetos e formas do tibetano, o tibetano padrão é falado por cerca de 6.000.000 de pessoas no planalto tibetano, bem como por mais de 150.000 falantes em exílio na Índia e em outros países.

A língua tibetana possui sua própria escrita, que deriva da escrita devanágari

CULINÁRIA

A culinária do Tibete caracteriza-se pelas duras condições ambientais como grandes altitudes (mais de 4.500 metros) do Tibete, fazendo com que os ingredientes de seus pratos tenham um alto valor energético, assim como abundante aporte proteínico.

Ingredientes

Os ingredientes da culinária típica se adaptam às condições em que se localizam no território do Tibete.

Os tibetanos utilizam quase que exclusivamente a cevada, pois o arroz não cresce na altitude em que o Tibete se localiza. Pode-se dizer que uma alimentação diária dos tibetanos se fundamenta em dois alimentos muito energéticos: um tsampa, que consiste na farinha de cevada moída, o chá tibetano, chamado de chá de manteiga (também de chá salgado), elaborado com chá preto, manteiga de iaque e sal.

Os tibetanos se alimentam de carne de iaque, de ovelha ou de cabra, como vezes seca ou em forma de guisado com batatas. Também aproveitam o leite para fazer uma espécie de iogurte com um pouco de mel. Os queijos são muito apreciados. Não consomem pescado.

Entre como especiarias, mais típica é uma semente de maioria.

Principais pratos

Balep korkun-é um pão chato elaborado em uma frigideira.

Khabse-é uma espécie de bolacha

Momos-é uma massa com formato de ravioli e cozida sem vapor

Thenthuk-é uma sopa com macarrão e vários vegetais.

Thug-pa ou thukpa-é uma sopa de carne, massa e verduras.

Bebidas

Além do chá de manteiga e dos chás aromatizados com jasmim, os tibetanos bebem o chang, uma espécie de tentativa da cevada, e o raksi, um vinho do arroz.



Trajes

Nas grandes cidades tibetanas, os restaurantes servem comida típica ao estilo da cozinha sichuan. No oeste do país se vê, hoje em dia, uma mistura de estilos, que são muito populares, como carne de iaque com batata frita. Contudo, alguns pequenos restaurantes servem, ainda, uma comida tradicional tibetana, que persiste para as grandes cidades e também na zona rural.

RELIGIÕES

A maior parte dos tibetanos geralmente observa o budismo tibetano, ou um grupo de tradições nativas conhecidas coletivamente como Bön, que foram absorvidas pelo budismo tibetano. Também existe uma minoria de muçulmanos tibetanos.

Segundo as lendas locais o 28º rei do Tibete, Lhatotori Nyentsen, teria sonhado com um tesouro sagrado que havia caído do céu, e que continha uma sutra, mantras e objetos religiosos budistas. Como a escrita tibetana ainda não havia sido inventada, ninguém sabia como traduzir este texto nem compreender seu significado. O budismo só teria se fixado no Tibete durante o reinado de Songtsen Gampo, que se casou com duas princesas budistas, Bhrikuti e Wencheng. A religião então se popularizou quando Padmasambhāva visitou o Tibete, a convite do 38º rei tibetano, Trisong Deutson.

Atualmente é comum ver tibetanos colocando pedras Mani em locais públicos. Os lamas tibetanos, tanto budistas quanto os do Bön, desempenham um papel crucial na vida dos tibetanos, conduzindo suas cerimônias religiosas e cuidando dos mosteiros. Os peregrinos costumam colocar bandeiras de oração sobre locais considerados sagrados, como um símbolo de boa sorte. A roda de oração, um meio de simular o canto de um mantra através da rotação física de um objeto, por diversas vezes, na direção horária, também é uma visão comum entre os tibetanos. Para não profanar artefatos religiosos, como as pedras e rodas, estupas e gompas, os budistas tibetanos costumam carregá-los apenas na direção horária (embora o inverso aconteça com os praticantes do Bön). Os budistas tibetanos também costumam entoar a oração "Om mani padme hum", enquanto os praticantes do Bön entoam "Om matri muye sale du".

O budismo tibetano, também chamado de budismo vajrayana ou lamaísmo, emprega práticas de meditação na forma de elaborados rituais, com leitura de Saddhanas (textos litúrgicos), visualizações e instrumentos musicais. Possui uma forte tradição nas artes, com elaboradas pinturas e esculturas, e também em ordens monásticas, com ênfase no relacionamento entre alunos e lamas.

Pertence a uma vertente do budismo chamada maaiana, mais precisamente, a vertente Vajrayana (tantrismo ou "Veículo do Diamante"), e apesar de não se organizar como uma instituição, tem sua representação maior na figura do Dalai Lama.

As principais escolas são Nyingma, Kagyu, Gelug (escola de que faz parte o Dalai Lama) e Sakya.

O termo "lamaísmo" provém do tibetano Lama, que significa "mestre" ou "superior", e que designa, geralmente, os monges tibetanos, em especial os hierarquicamente superiores.

Esta denominação foi dada ao budismo tibetano pelos estudiosos europeus, principalmente, que se utilizaram deste termo para distingui-lo do budismo indiano e permitir que fosse dada ênfase ao seu caráter místico. Segundo alguns outros autores, contudo, tal emprego da palavra é impróprio, pois tem a intenção de estabelecer distinções entre as duas correntes que, na verdade, não existem.

O Lamaísmo apresenta um duplo aspecto, assim como a maior parte das religiões orientais: o doutrinal e o popular.

A doutrina lamaica", que se distingue da tradição Teravada (também chamada de "Doutrina dos Anciões"), tem como base filosófica a manutenção e o desenvolvimento da tradição do Mahaiana (Mahayana, "grande veículo") que não tem um caráter de pura magia. Entretanto, o culto popular, em função da influência da religião Bön, mais antiga e nativa, apresenta várias divindades e uma conotação acentuadamente mágica.

Essa doutrina, em síntese, é bem menos conhecida que suas manifestações populares. Em razão disso, alguns estudiosos erroneamente exageram em seu aspecto mágico, estendendo-o também à prática monástica.

POLÍTICA

A "Administração Central Tibetana" (ACT), oficialmente a "Administração Central Tibetana de Sua Santidade o Dalai Lama", é um governo em exílio encabeçado por Tenzin Gyatso, o décimo-quarto Dalai Lama, que reclama ser o governo legítimo por direito do Tibete. É comum ser chamado de Governo Tibetano no Exílio.

TURISMO

Três parques locais foram abertos recentemente, para o prazer dos turistas e deslumbre de todos, e se juntaram à coleção de pontos turísticos tradicionais, como palácios e templos. Lhasa, sua capital, está localizada em um vale entre as montanhas do Himalaia, e é uma das cidades mais altas do mundo. Os edifícios conhecidos como a casa de verão do Dalai Lama, formam o maior complexo arquitetônico acima do nível do mar de todo o mundo. Outra atração local é a rua Barkhor, uma rua em que as lojas e tendas de venda de alimentos e artesanato local estão distribuídos de forma circular. A grande quantidade de pontos turísticos, palácios, relíquias e templos fazem do Tibet uma terra perfeita para mochileiros e turistas religiosos.

ECONOMIA

Em 2006, o Produto Interno Bruto(PIB) foi previsto para atingir 29 bilhões de yuans, contra menos de 12 bilhões de yuans em 2000.

A rápida expansão da economia tibetana resulta do investimento, consumo e comércio exterior. Em 2006, o valor do investimento nos ativos fixos do Tibet superou 23 bilhões de RMB. O consumo aumentou mais nos setores turístico, automobilístico, habitação e lazer. Além disso, a abertura ao tráfego da ferrovia Qinghai-Tibet e do aeroporto também contribuíram para o crescimento de comércio exterior do Tibet.

ETINIAS

Quase toda a população local é composta por pessoas da etnia tibetana. Quase todos as pessoas falam a língua tibetana e praticam sua própria forma de budismo. O principal líder do budismo tibetano é chamado de dalai-lama.

INDÚSTRIA

Farmacêutica.

PECUÁRIA

Compacto e potente, de corpo robusto, tamanho mediano e linhas quadradas, o cão Terrier Tibetano tem a pelagem dupla: a exterior é profusa e fina, nem sedosa, nem lanosa, e o subpêlo é fino e lanoso. Há um abundante e longo chumaço de pêlos na cabeça cobrindo os olhos. Possui barba na mandíbula inferior. As orelhas são caídas, em formato de "V", com longos pêlos, e não muito grudadas à cabeça. Sua altura varia de 35 cm a 40 cm, seu peso vai de 8 kg a 12 kg e são observadas todas as cores. Entre os antepassados do Terrier Tibetano, encontram-se o cão da montanha de Kunlun do Norte e o Cão da Mongólia Central. Muitos desses cães guiavam as ovelhas nas montanhas, tendo o grande Mastin Tibetano como guardião. Os menores, não aptos como pastores, eram dados para os cuidados dos lamas tibetanos. Alguns eram (e ainda são) usados como guardiões e caçadores de objetos perdidos.

COLONIZAÇÃO

A história do Tibete teve início há cerca de 2.100 anos,

Em 127 a.C., uma dinastia militar fixou-se no vale de Yarlung e passou a comandar a região, perdurando-se esta situação por oito séculos. Por centenas de anos "belicistas" o Tibete investiu sobre terras vizinhas.

Este comportamento mudou em 617, quando o imperador Songtsen Gampo-33º rei do Tibete – começou a transformar a civilização feudo-militar em um império mais pacífico. Seu reinado durou até 701, e seu legado foi imenso: criou o alfabeto tibetano; escreveu e estabeleceu o sistema legal tibetano (baseado no princípio moral segundo o qual é valorizada a proteção do meio-ambiente e da natureza); favoreceu o livre exercício religioso do budismo, e; construiu vários templos (dentre eles destacam-se o Jokhang e o Ramoche).

Seus sucessores continuaram a transformação cultural, custeando traduções e criando instituições. O próximo rei do Tibete foi Tride Tsukden (704–754), o qual deixou seu filho como sucessor, o rei Trisong Detsen.

A partir do século VII a região tornou-se o centro do lamaísmo, religião baseada no budismo, transformando o país num poderoso reinado. Antigo objeto de cobiça dos chineses, no século XVII o Tibete é declarado incluído no território soberano da China. A partir daí seguem-se dois séculos de luta do Tibete por independência, conquistada-temporariamente-em 1912.

Em 1950, o regime comunista da China ordenou a invasão da região, que foi anexada como província. A oposição tibetana foi derrotada numa revolta armada em 1959. Como consequência, o 14° Dalai Lama, Tenzin Gyatso, líder espiritual e político tibetano, retirou-se para o norte da Índia, onde instalou em Dharamsala um governo de exílio.

Em setembro de 1965, contra a vontade popular de seus habitantes, o país torna-se região autônoma da China. Entre 1987 e 1989, tropas comunistas reprimiram com violência qualquer manifestação contrária à sua presença. Há denúncias de violação dos direitos humanos pelos chineses, resultantes de uma política de genocídio cultural.

Em agosto de 1993 iniciaram-se conversações entre representantes do Dalai Lama, laureado com o prêmio Nobel da Paz em 1989, e os chineses, mas mostram-se infrutíferas. Em maio de 1995, foi anunciado pelo Dalai Lama o novo Panchen Lama, Choekyi Nyima, de 6 anos, o segundo na hierarquia religiosa do país. O governo de Pequim reagiu e afirmou ter reconhecido Gyaincain Norbu, também de 6 anos, filho de um membro do Partido Comunista da China, como a verdadeira encarnação da alma do Panchen Lama.

Ugyen Tranley, o Karmapa Lama, terceiro mais importante líder budista tibetano, reconhecido tanto pelo governo da China como pelos tibetanos seguidores do Dalai Lama, fugiu do país em dezembro de 1999 e pede asilo à Índia. A China tentou negociar seu retorno, mas Tranley, de catorze anos, critica a ocupação chinesa no Tibete.

A causa da independência do Tibete ganhou força perante a opinião pública ocidental após o massacre de manifestantes pelo exército chinês na praça da Paz Celestial e a concessão do Prêmio Nobel da Paz a Tenzin Gyatso, ambos em 1989. O Dalai Lama passou a ser recebido por chefes de Estado, o que provocou protestos entre os chineses. No início de 1999, o governo chinês lançou uma campanha de difusão do ateísmo no Tibete. A fuga do Karmapa Lama causou embaraço à China.

O Tibete é, ainda hoje, considerado pela China como uma região autônoma chinesa (Xizang).

DATA DE INDEPENDÊNCIA

A partir do século VII a região tornou-se o centro do lamaísmo, religião baseada no budismo, transformando o país num poderoso reinado. Antigo objeto de cobiça dos chineses, no século XVII o Tibete é declarado incluído no território soberano da China. A partir daí seguem-se dois séculos de luta do Tibete por independência, conquistada - temporariamente - em 1912.

Em 1950, o regime comunista da China ordenou a invasão da região, que foi anexada como província. A oposição tibetana foi derrotada numa revolta armada em 1959. Como consequência, o 14° Dalai Lama, Tenzin Gyatso, líder espiritual e político tibetano, retirou-se para o norte da Índia, onde instalou em Dharamsala um governo de exílio.

Em setembro de 1965, contra a vontade popular de seus habitantes, o país torna-se região autônoma da China. Entre 1987 e 1989, tropas comunistas reprimiram com violência qualquer manifestação contrária à sua presença. Há denúncias de violação dos direitos humanos pelos chineses, resultantes de uma política de genocídio cultural.

Em agosto de 1993 iniciaram-se conversações entre representantes do Dalai Lama, laureado com o prêmio Nobel da Paz em 1989, e os chineses, mas mostram-se infrutíferas. Em maio de 1995, foi anunciado pelo Dalai Lama o novo Panchen Lama, Choekyi Nyima, de 6 anos, o segundo na hierarquia religiosa do país. O governo de Pequim reagiu e afirmou ter reconhecido Gyaincain Norbu, também de 6 anos, filho de um membro do Partido Comunista da China, como a verdadeira encarnação da alma do Panchen Lama.

Ugyen Tranley, o Karmapa Lama, terceiro mais importante líder budista tibetano, reconhecido tanto pelo governo da China como pelos tibetanos seguidores do Dalai Lama, fugiu do país em dezembro de 1999 e pede asilo à Índia. A China tentou negociar seu retorno, mas Tranley, de catorze anos, critica a ocupação chinesa no Tibete.

A causa da independência do Tibete ganhou força perante a opinião pública ocidental após o massacre de manifestantes pelo exército chinês na praça da Paz Celestial e a concessão do Prêmio Nobel da Paz a Tenzin Gyatso, ambos em 1989. O Dalai Lama passou a ser recebido por chefes de Estado, o que provocou protestos entre os chineses. No início de 1999, o governo chinês lançou uma campanha de difusão do ateísmo no Tibete. A fuga do Karmapa Lama causou embaraço à China.

O Tibete é, ainda hoje, considerado pela China como uma região autônoma chinesa (Xizang).

EDUCAÇÃO

Um sistema de educação bilíngüe foi adotado de forma integral no setor educacional do Tibet, com prioridade concedida à educação dos tibetanos, anunciou o livro branco, documento divulgado dia 25 de setembro pelo Departamento de Comunicação do Conselho de Estado.

Depois que a Região Autônoma do Tibet foi estabelecida em 1965, escolas de todos os tipos e níveis têm que dar importância ao estudo e uso da língua tibetana e fortalecer trabalho do ensino da língua tibetana, mencionou o documento intitulado "Proteção e Desenvolvimento da Cultura Tibetana".

Atualmente, o ensino Tibetano-Chinês é adotado em todas as áreas agrícolas e de pastoreio, e em algumas escolas primárias urbanas, nas quais as aulas importantes são dadas em língua tibetana, informou.

O ensino bilíngüe também é usado em escolas secundárias. Além disso, cursos em língua tibetana foram estabelecidos em escolas secundárias nas áreas interiores da China.

O momento assinalou que agora há 15.523 professores bilíngües e 10.927 em língua tibetana no Tibet. No total, 181 tipos de livros escolares, 122 tipos de livros de referência e 16 programas de ensino que cobrem 16 assuntos da escola primária até a secundária foram feitos e traduzidos na Região Autônoma do Tibet.

A educação e a cultura do Tibet melhoraram consideravelmente, e a ciência e a tecnologia modernas foram também desenvolvidas rapidamente, segundo o livro branco intitulado "Proteção e Desenvolvimento da Cultura Tibetana".

Agora no Tibet, há 880 escolas primárias, 94 escolas secundárias e 1.237 estações de ensino, com um total de registro de 547 mil estudantes. O índice de analfabetismo, que era de 95% no Tibet antigo, caiu para 4,76% nos dias de hoje, disse.

O índice de matrícula para as crianças com idade escolar aumentou de 2% para 98,2%, e o índice para escola secundária chegou a 90,97%, garantindo basicamente a educação obrigatória de nove anos.

Atualmente, o Tibet possui seis universidades, com 27 mil estudantes e um índice de matrícula de 17,4%, indicou o documento.

Em toda a China, há 33 escolas especiais para os estudantes tibetanos, incluindo 31 escolas secundárias e duas escolas de treinamento de professores, afirmou. Além disso, 53 escolas secundárias no interior da China recebem estudantes do Tibet.

Até o final de junho deste ano, um total de 34.650 estudantes tibetanos entraram nestas escolas, e agora, o número de estudantes tibetanos chegou a 17,1 mil, acrescentou o documento.

FRONTEIRAS

O Tibete é uma região localizada ao sudoeste da China cercada por um conjunto de países vizinhos. Ao sul, fazem fronteira com essa região Índia, Mianmar, Butão e Nepal. Na parte oeste, faz limite com a conflituosa região de Jammu e Caxemira.

TRAJES TÍPICOS

A maior parte dos tibetanos tem cabelos compridos, embora recentemente, devido à influência chinesa, tenha-se passado a adotar cortes mais curtos. As mulheres trançam seus cabelos em dois rabos-de-cavalo, com as garotas mais jovens num só.

Devido ao clima frio do Tibete, homens e mulheres usam vestes longas e pesadas (chuba). Os homens utilizam uma versão mais curta, com calças por baixo. O estilo da vestimenta varia de acordo com as regiões. Tibetanos nômades costumam usar versões mais grossas, feitas de pele de carneiro.

MINERAÇÃO

O país não possui Minérios.

ESPORTES

O futebol, também referido como futebol de campo, futebol de onze e, controversamente, futebol associado (em inglês: association football, football, soccer), é um desporto de equipe jogado entre dois times de 11 jogadores cada um e um árbitro que se ocupa da correta aplicação das normas. É considerado o desporto mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições. É jogado num campo retangular gramado, com uma baliza em cada lado do campo. O objetivo do jogo é deslocar uma bola através do campo para colocá-la dentro da baliza adversária, ação que se denomina golo ou gol. A equipe que marca mais gols ao término da partida é a vencedora.

O jogo moderno foi criado na Inglaterra com a formação da The Football Association, cujas regras de 1863 são a base do desporto na atualidade. O órgão regente do futebol é a Federação Internacional de Futebol (em francês: Fédération Internationale de Football Association), mais conhecida pela sigla FIFA. A principal competição internacional de futebol é a Copa do Mundo FIFA, realizada a cada quatro anos. Este evento é o mais famoso e com maior quantidade de espectadores do mundo, o dobro da audiência dos Jogos Olímpicos.

LEMA

O país não possui Lema.

FORÇAS ARMADAS

Por ser uma região pertencente à China, o país não possui Forças Armadas.