PAÍS |
Groenlândia, Groelândia ou Gronelândia. |
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SIGNIFICADO DO NOME |
(território da Dinamarca): “terra verde”. |
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CONTINENTE |
América do Norte |
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BANDEIRA |
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SINIFICADO DA BANDEIRA |
A bandeira da Groenlândia tem as cores da bandeira dinamarquesa, mas é cheia de significados próprios. A faixa branca representa a camada de gelo que cobre o país. A faixa vermelha é o oceano. O semi-círculo vermelho representa o sol no horizonte, enquanto o semi-círculo branco representa os icebergs. |
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MAPA |
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BRASÃO |
O brasão de armas da Groelândia é um dos símbolos oficiais da Groelândia, uma região autônoma da Dinamarca. Descrição Seu desenho consiste em um escudo azul com um urso polar de prata. Este símbolo foi originalmente introduzido no brasão de armas da Dinamarca em 1666 e ainda é representado nas armas da família real Dinamarquesa. No contexto Dinamarquês, o urso aparecia a deslocar-se normalmente, mas uma posição ereta foi especificada em 1819. O London Roll de 1470 mostra umas armas com a legenda Le Roi de Greneland constituídas por um escudo com um urso polar rodeado por três aves. Este título real não refletia nenhuma posição oficial, apenas pretendia mostrar que as armas podiam ser usadas por quem quer que controlasse a Groenlândia. A versão atualmente usada pelo governo da Gronelândia foi concebida pelo artista Gronelandês Jens Rosing e adoptada a 1 de Maio de 1989 pelo parlamento da Groenlândia. O urso polar simboliza a fauna da Gronelândia e a cor azul, os Oceanos Atlântico e Ártico que banham a Groenlândia. Em vez da versão Dinamarquesa das armas reais que seguem a tradição heráldica de levantar a pata direita, o urso polar do brasão Gronelandês levanta a pata esquerda, devido à crença Inuite de que os ursos polares são canhotos. Umas armas semelhantes são usadas pelo representante oficial do governo Dinamarquês na Groenlândia. Neste caso, o urso levanta a pata direita, e o escudo apresenta-se coroado com a coroa real. A Dinamarca não especifica oficialmente qual pata é levantada, por isso, não há conflito entre versões divergentes. Os adeptos da total independência da Groenlândia usam um fundo verde. Uma descrição heráldica segue-se: Azure, um urso polar Argent. Um urso polar também faz parte do brasão de armas de Norilsk.
História O urso polar foi primeiramente incluído como símbolo da Groenlândia no brasão Dinamarquês durante o reinado do Rei Frederico III da Dinamarca, mas nunca foi amplamente utilizado até princípios do século XX. Em Julho de 1905 selos de encomendas postais com o brasão da Groenlândia entraram em circulação. Os selos, emitidos na Dinamarca, tinham como motivo central o emblema da Groenlândia. Em 1938, todo o serviço postal da Groenlândia foi substituído pelo Serviço Postal Real Dinamarquês. Os primeiros selos continham o Rei Dinamarquês Cristiano X da Dinamarca em vez conter elementos sugeridos pelos Gronelandeses, ex: elementos referentes à Aurora Boreal, a focas e ursos polares. |
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HINO |
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SIGNIFICADO DO HINO |
"Nunarput utoqqarsuanngoravit" (Tu, Nossa Antiga Terra) é o hino nacional da Gronelândia, uma dependência da Dinamarca. Com letra de Henrik Lund e música composta por Jonathan Petersen, o hino foi adoptado oficialmente em 1916. Desde 1979, "Nuna asiilasooq" (A Terra de Grande Lonjura), um hino usado pelo povo autónomo Inuit, é também oficialmente reconhecido pelo governo. |
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CAPITAL |
Nuuk |
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MOEDA |
Coroa dinamarquesa. |
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ARQUEPÉLAGOS |
A Gronelândia ou Groenlândia / Groelândia (em gronelandês Kalaallit Nunaat, "nossa terra"; em dinamarquês: Grønland, "terra verde") é uma nação constituinte autónoma do Reino da Dinamarca, cujo território ocupa a ilha homónima, considerada a maior do mundo, além de diversas ilhas vizinhas, ao largo da costa nordeste da América do Norte. As suas costas dão, a norte, para o oceano Glacial Árctico, a leste para o Mar da Gronelândia, a leste e sul para o Oceano Atlântico e a oeste para o mar do Labrador e baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Árctico Canadiano, da qual está separada pelo estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago canadiano, a oeste, a ilha de Devon e a ilha de Baffin; a sueste a Islândia; a leste a ilha de Jan Mayen e a nordeste o arquipélago de Esvalbarda, ambos possessões da Noruega. História Em tempos pré-históricos, a Gronelândia foi a residência de um certo número de culturas paleoesquimós. A partir de 984 d.C., foi colonizada por noruegueses estabelecidos em dois assentamentos na costa oeste sobre os fiordes perto da ponta sudoeste da ilha. Eles prosperaram durante alguns séculos, mas, após quase quinhentos anos de habitação, desapareceram por volta do século XV. Os dados indicam que entre 800 e 1300 d.C. as regiões em torno dos fiordes do sul da Gronelândia enfrentaram um clima relativamente ameno semelhante ao de hoje. Árvores e plantas herbáceas cresciam lá, com o clima inicialmente permitindo agricultura e criação de gado como na Noruega. Estas comunidades remotas prosperaram na agricultura, caça e comércio com a Noruega. Quando os reis noruegueses converteram seus domínios ao cristianismo, um bispo foi instalado na Gronelândia, subordinado à Arquidiocese de Nidaros. Os assentamentos parecem ter coexistido relativamente pacificamente com os inuítes, que haviam migrado do sul do Ártico para as ilhas da América do Norte por volta de 1200. Em 1261, a Gronelândia tornou-se parte do Reino da Noruega. Por volta dos séculos XIV e XV, os assentamentos escandinavos desapareceram, provavelmente devido à fome e conflitos crescentes com os inuítes. Outros motivos como a erosão excessiva do solo, devido à destruição da vegetação natural para a agricultura e a obtenção de relva e madeira e a uma diminuição da temperatura durante a chamada Pequena Era Glacial também favoreceram o desaparecimento dos assentamentos. A condição dos ossos humanos encontrados por arqueólogos a partir deste período indica que a população norueguesa era desnutrida. Sugeriu-se que as práticas culturais, tais como a rejeição de peixes como fonte de alimento e a utilização exclusiva de gado mal-adaptado ao clima da Gronelândia, poderiam ter causado a fome, e a degradação ambiental levou finalmente ao abandono da colônia. Estudos deixaram claro, porém, que o peixe era importante fonte de alimento para os noruegueses da Gronelândia desde o início do século XIV. Em 1500, o Rei D. Manuel I de Portugal terá enviado Gaspar Corte-Real à descoberta de terras e de uma "Passagem do Noroeste para a Ásia". Corte-real chegou à Gronelândia pensando ser a Ásia, mas não desembarcou. Fez uma segunda viagem à Gronelândia em 1501, com o seu irmão Miguel Corte-Real e três caravelas. Encontrando o mar gelado, mudaram e rumo para Sul, chegando à terra que se pensa ter sido Labrador e Terra Nova. Dinamarca-Noruega reafirmou a sua reivindicação latente para a colônia em 1721. Após as Guerras Napoleônicas, separou-se a Noruega da Dinamarca por exigência do congresso de Viena, através daquele que ficou conhecido como tratado de Kiel (1814). A Noruega uniu-se então à Suécia, situação que perduraria até 1905. A Dinamarca manteve as colônias da Islândia, ilhas Feroé e Gronelândia. Governou também a Índia Dinamarquesa (Tranquebar) de 1620 a 1869, a Costa do Ouro dinamarquesa (Gana) de 1658 a 1850 e as Índias Ocidentais dinamarquesas (as ilhas Virgens Americanas) de 1671 a 1917. Durante a Segunda Guerra Mundial, a ligação entre Gronelândia e Dinamarca foi interrompida em 9 de abril de 1940, por ocasião da ocupação da Dinamarca pelos nazistas. A Gronelândia foi capaz de comprar mercadorias provenientes dos Estados Unidos e do Canadá, através da venda de criolito da mina de Ivigtût. Durante a guerra o sistema de governo mudou. O governador Eske Brun governou a ilha através de uma lei de 1925 que permitia a governadores assumir o controle sob circunstâncias extremas. O outro governador, Aksel Svane, foi transferido para os Estados Unidos, para liderar uma comissão de abastecimento da Gronelândia. A Sirius Patrol, guardando a costa nordeste da Gronelândia usando trenós puxados por cachorros, detectou e destruiu várias estações meteorológicas alemãs, dando à Dinamarca uma posição melhor no tumulto pós-guerra. A Gronelândia foi uma sociedade protegida e muito isolada até 1940. O governo dinamarquês, que governava a sua colônia, acreditava que a sociedade iria enfrentar exploração do mundo exterior ou até mesmo extinção se o país fosse aberto. Porém, durante a II Guerra Mundial, a Gronelândia desenvolveu um senso de autoconfiança através do seu autogoverno e comunicação independente com o mundo exterior. Entretanto, uma comissão em 1946 (com o maior conselho Gronelandês, Landsrådet, como participante) recomendou paciência e nenhuma reforma radical do sistema. Dois anos mais tarde o primeiro passo em direção à mudança de governo foi dado, quando uma grande comissão foi fundada. Em 1950 o relatório (G-50) foi apresentado. Gronelândia deveria ser uma afluente sociedade moderna com o país Dinamarquês como patrono e exemplo. Em 1953, a Gronelândia foi feita parte do Reino dinamarquês. A autonomia foi concedida em 1979. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Gronelândia se separou de fato, tanto social como economicamente, da Dinamarca, aproximando-se mais dos Estados Unidos e Canadá. Depois da guerra, o controle da ilha voltou à Dinamarca, retirando-se seu status colonial, e, apesar da Gronelândia continuar sendo parte do Reino da Dinamarca, é autônoma desde 1979. A ilha é o único território que deixou a União Europeia, se bem que possua o status de estado associado. |
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CLIMA |
Apresenta
invernos muito longos, com uma duração do dia muito curta, com
uma temperatura média entre -28ºC e -34ºC (não excedendo os
-6ºC). Durante as horas de escuridão a neve, vai caindo e
acumula-se, devido aos fortes ventos, nas regiões mais baixas,
obrigando os animais a permanecerem junto ao solo e apenas a
procurar comida para se manterem quentes. As quantidades de
precipitação são muito pequenas (entre 15 e 25 cm, incluindo a
neve derretida). Apesar da precipitação ser pequena, a Tundra
apresenta um aspecto úmido e encharcado, em virtude da evaporação
ser muito lenta e da fraca drenagem do solo permafrost, no verão.
Só no verão, com a duração de cerca de 2 meses, em que a
duração do dia fica por volta de 24h e quando temperatura não
excede os 10ºC, que a camada superficial do solo descongela, mas
a água não consegue se infiltrar pelas camadas inferiores.
Formam-se então charcos e pequenos pântanos. Pelo dia ser de
longa duração ocorre uma "explosão" de vida vegetal,
o que permite que animais herbívoros sobrevivam. |
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CONDADOS |
"Avannaa 'em dinamarquês : Nordgrønland (Norte da Gronelândia, também chamado Avannaarsua ou Avanersuaq) foi uma das três regiões (AMT), em que foi dividido Groenlândia até 2009 . Su capital fue el principal asentamiento humano, Qaanaaq , núcleo del único municipio . Sua capital foi o principal assentamento humano, Qaanaaq , o núcleo de um município . Groenlandia Septentrional se dividía entre un municipio (Qaanaaq) y dos áreas no incorporadas: Norte da Gronelândia está dividido entre um município (Qaanaaq) e duas áreas não-incorporadas: Base Áerea de Thule ( Pituffik ) (no incoporada, un enclave dentro del municipio de Qaanaaq) Base Aérea de Thule ( Pituffik ) (sem built-in, um enclave dentro do município de Qaanaaq) Parque Nacional del Noreste de Groenlandia (no incorporado) Parque Nacional do Nordeste da Gronelândia (não incluído) Kitaa / Vestgrønland (oeste da Gronelândia) foi o mais populoso da ex três regiões ( AMT ), que foi dividido em Gronelândia , até 2009 , recebendo quase 90% da população total. Su capital era también la capital groenlandesa, Nuuk . Sua capital foi também a capital da Groenlândia, Nuuk . Limitaba al oeste con la Bahía de Baffin , estrecho de Davis , mar del Labrador y el Océano Atlántico . Delimitada, a oeste a baía de Baffin , Estreito de Davis , Mar do Labrador eo Oceano Atlântico . Por el este limitaba con Groenlandia Oriental . Limitada no leste leste da Groenlândia . Todos los municipios de la isla , a excepción de tres, se encuentraban en Groenlandia Occidental. Todos os municípios da ilha , com exceção de três, estão em oeste da Gronelândia. En orden geográfico,de sur a norte eran: Em ordem geográfica de norte a sul foram: Nanortalik Nanortalik, Qaqortoq Qaqortoq, Narsaq Narsaq, Ivittuut Ivittuut, Paamiut Paamiut, Nuuk Nuuk, Maniitsoq Maniitsoq, Sisimiut Sisimiut, Kangaatsiaq Kangaatsiaq, Aasiaat Aasiaat, Qasigiannguit Qasigiannguit, Ilulissat Ilulissat, Qeqertarsuaq Qeqertarsuaq, Uummannaq Uummannaq, Upernavik Upernavik Tunu / Østgrønland (Leste da Gronelândia) é uma das três regiões ( AMT ), que foi dividido em Groenlândia até 2009. Su capital era el principal núcleo de población, Tasiilaq . Sua capital era o centro principal da população, Tasiilaq . La región constaba de dos municipios : Ammassalik e Illoqqortoormiut , y además parte del Parque Nacional de Noreste de Groenlandia cubre la mitad septentrional de Tunu. A região composta por dois municípios : Ammassalik e Illoqqortoormiut , e também parte do Parque Nacional do Nordeste da Gronelândia abrange a metade norte do Tunu. Limitaba al este con el mar de Groenlandia , el mar de Noruega , el estrecho de Dinamarca y el Océano Atlántico . Delimitada a leste pelo Mar da Gronelândia , o mar da Noruega , o Estreito da Dinamarca eo Oceano Atlântico . Al oeste se encontraba Groenlandia Occidental . West foi oeste da Gronelândia . |
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DUCADOS |
O país não possui ducados. |
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ILHAS |
Geografia A Gronelândia é uma região autónoma dinamarquesa que ocupa a ilha do mesmo nome e ilhas adjacentes, ao largo da costa nordeste da América do Norte. As costas gronelandesas dão, a norte, para o Oceano Glacial Árctico, a leste para o Mar da Gronelândia, a leste e sul para o Oceano Atlântico e a oeste para o Mar do Labrador e Baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Árctico Canadiano, da qual está separada pelo Estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago do Canadá, a oeste, a Ilha de Devon e a Ilha de Baffin; a sueste, a Islândia; a leste, a ilha de Jan Mayen, e a nordeste o arquipélago de Spitzbergen, ambos possessões da Noruega. A Gronelândia é a maior ilha do mundo e tem mais de 44 000 km de linha de costa. A população é escassa, confinada a pequenos povoados na costa. A ilha tem a segunda maior reserva de gelo do mundo, apenas ultrapassada pela Antárctica. A vegetação é em geral esparsa, com uma pequena zona de floresta no município de Nanortalik no extremo sul, perto do Cabo Farewell. O clima é árctico a sub-árctico com Verões frescos e Invernos muito frios. O território e geralmente pouco declivoso, existindo uma camada de gelo de declive gradual que cobre quase toda a ilha. A costa é maioritariamente rochosa e com falésias. O ponto de menor altitude é o nível do mar e o mais alto é o Gunnbjørn (3700 m). O extremo norte da ilha é o Cabo Morris Jesup, descoberto pelo Almirante Robert Peary em 1909. Demografia A Gronelândia tem uma população de 57 564 (2008), dos quais 88% são inuit ou mestiços de dinamarqueses e inuit. Os 12% restantes são de origem europeia, principalmente dinamarqueses. A maioria da população é luterana. Quase todos os groenlandeses vivem ao longo de fiordes, no sudoeste da ilha principal, que possuem um clima relativamente ameno. Língua Tanto o gronelandês quanto o dinamarquês foram utilizados em assuntos públicos desde o estabelecimento do governo autônomo em 1979, e a maioria da população fala ambas as línguas. O gronelandês, falado por cerca de 50 000 pessoas, algumas das quais são monolíngues, tornou-se a única língua oficial em junho de 2009. Uma minoria dinamarquesa de migrantes sem ancestrais inuit falam o dinamarquês como sua primeira ou única língua, e o dinamarquês, que previamente era uma das línguas oficiais, permanecerá como uma língua de educação mais alta. O Inglês é vastamente falado como um terceiro idioma. A Groenlândia tem 100% de taxa de alfabetismo. O gronelandês é a língua mais popular da família de línguas esquimo-aleútes e possui mais falantes que todas as outras línguas da família juntas. Dentro da Gronelândia, três principais dialetos são reconhecidos: o dialeto do norte Inuktun ou Avanersuarmiutut falado por cerca de 1000 pessoas na região de Qaanaaq, o gronelandês ocidental ou Kalaallisut que serve de padrão à língua oficial, e o dialeto do leste Tunumiit oraasiat ou Tunumiutut falado na parte oriental da Gronelândia. Política O Chefe de Estado da Gronelândia é a Rainha Margarida II da Dinamarca. Um Alto Comissário representa a monarquia e o governo dinamarquês, nomeado por este último. A Gronelândia conta com um parlamento eleito de trinta e um membros. O Chefe de Governo é o Primeiro-Ministro, que costuma ser o líder do partido majoritário no parlamento. Em 1985, a Gronelândia deixou a Comunidade Europeia, embora a Dinamarca continue a integrar aquela união. Em 25 de novembro de 2008, os eleitores gronelandeses aprovaram, em referendo, uma ampliação da autonomia da ilha frente ao governo dinamarquês. Subdivisões Administrativamente, a Gronelândia consiste em três condados (Amt): Kitaa/Vestgrønland (Gronelândia Ocidental), Tunu/Østgrønland (Gronelândia Oriental) e Avannaa/Nordgrønland (Gronelândia Setentrional). |
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PRINCIPADOS |
Principado da Fuzeta da Rainha D. Maria I N: XXIV Mas há uma pergunta que eu faço a esses mesmos, historiadores porquê que tiveram medo da verdade? Sobre o nome da Fuzeta Pois essa resposta sempre foi fácil de encontrar, é ir consultar as escrituras referentes a esses locais, ai deriva a verdade dos factos narrados etc; e ainda acrescento mais, até está dada e ainda não surjio neste local, outra indústria de fama superior a Armação da Fuzeta, cuja indústria foi a primeira, em grande dimensão, a instalar nesse local, no sitio Oficialmente dos Penedos Molhados hoje chamado Sitio da Fuzeta. Mas como este local sempre criou grandes cobiças, ao longo de mais de quinhentos anos, por estar bem localizado, este caso presente; será as razões dessas confusões. Cujas lutas pelas posses destes locais, foram também iniciadas pelos Judeus, que têm ainda, raízes familiares neste local. N: XXV Quero realçar um ponte de real importância, sobre o esquecimento dos direitos retroativos dos pescadores, que o Estado Português tem em dívida, especialmente para com, os que foram á pesca do bacalhau, vou mandar rever esses mesmos direitos, dos que aqui residem, não me perece justo a miserável, reforma que esses bacalhoeiros recebem, e receberam, os que faleceram, estão os seus familiares para legitimar os seus reais direitos, é de lamentar não haver ninguém, com autoridade do Estado Português que fizesse a justiça a esses esquecidos Bacalhoeiros Portugueses, heróis dos Mares da Terra Nova, e mares do Norte da Groenlândia, de que eu sou também testemunha, por ter feito duas campanhas, na mesma pesca do bacalhau, como aluno da Escola Profissional de Pesca de Lisboa nos anos de 1960 e 1961. N: XXVI Esses mesmo pescadores da Fuzeta, quase titulados como fidalgos da Coroa da Realeza de Portugal, que infelizmente muitos foram tratados semelhantes a escravos que eu sou testemunha que a história irá rezar o nome dos lobos, que têm andado vestidos de peles de cordeiros a fazerem promessas falsas ao povo da Fuzeta, sobre estes mencionados limites que pertence ao Principado, e ás Reais Pescarias; sabendo os mesmos, que este local acima mencionado, é e só apenas a mim que diz respeito, a esses profetas da fome, fazendo-se donos e protetores destes Sagrados Patrimónios, cuja causa têm-me feito de grande vítima, que me causaram danos irreparáveis, mas DEUS ainda existe, para fazer a sua justiça DIVINA sobre esta injustiça. N: XXVII Se eu ficasse a explorar diretamente este património, ficava no domínio do Governo da República Portuguesa em todos os sentidos, continuariam os impostos como fosse território do Estado Português. A onde este Principado, sendo um Enclave da Monarquia Portuguesa, que alguns antidemocráticos, querem fazer crer que estes meus Reais e Incontestáveis direitos já passaram a história; se as teses desses senhores vingassem, então o Condado de Portucalense, hoje a primeira parte de Portugal Continental; seria a Província Portucalense ainda no domínio de Espanha como Galiza etc. Mas felizmente que não é assim, eu os surpreendi-os a todos, com as provas Documentais, e vai continuar haver mais surpresas, sobre este assunto. |
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FAUNA |
Nos planaltos áridos, distinguem-se alguns animais de grande resistência ao frio: urso polar, raposa ártica, boi almiscareiro, renas, lebres, focas e poucos lobos. |
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FLORA |
As quatro árvores mais velhas da pequena floresta - de fato os quatro pinheiros mais velhos da Groenlândia, conhecidos como "árvores de Rosenvinge", em honra do estudioso holandês da botânica que as plantou em uma experiência maluca em 1833 - estão despertando. Depois de caírem a uma velhice confortável e estática, elas estão começando a desenvolver novos ramos verdes nos galhos mais altos, como se alguém tivesse, por brincadeira, colado pinhas novas às árvores envelhecidas. "As árvores velhas estão tendo uma segunda juventude", diz Bjerge, 78 anos, que viu o desenvolvimento, gradual e cheio de reviravoltas, da floresta desde que plantou a maioria das árvores, 50 anos atrás. Ele abriu um largo sorriso, como que de um neto orgulhoso. "Elas voltaram a crescer". |
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RELEVO |
A Groelândia é a maior ilha do mundo e tem mais de 44.000km de linha de costa. A população é escassa, confinada a pequenos povoados na costa. A ilha tem a segunda maior reserva de gelo do mundo, apenas ultrapassada pela Antárctica. |
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HIDROGRAFIA |
As costas gronelandesas dão, a norte, para o oceano Glacial Árctico, a leste para o mar da Gronelândia, a leste e sul para o oceano Atlântico e a oeste para o mar do Labrador e baía de Baffin. |
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SUBDIVISÕES |
Administrativamente, a Gronelândia está dividida desde 2009 em quatro municípios: Kujalleq, Qaasuitsup, Qeqqata e Sermersooq. O gigantesco Parque Nacional do Nordeste da Gronelândia não pertence a nenhum deles (é uma área não-incorporada). A Base Aérea de Thule (Pituffik), localiza-se num enclave no município de Qaasuitsup, e também não pertence a nenhum dos municípios. Os municípios Qaasuitsup Qaasuitsup (em gronelandês: Qaasuitsup Kommunia) é município gronelandês desde 1 de Janeiro de 2009. Consiste nos antigos municípios do oeste e noroeste da ilha, cada qual com o nome da sua maior localidade. A população é de 17 867 (em Janeiro de 2008). O centro administrativo municipal é Ilulissat. Qeqqata Qeqqata (em gronelandês: Qeqqata Kommunia) é município gronelandês desde 1 de Janeiro de 2009. Consiste nos antigos municípios do oeste de Maniitsoq e Sisimiut, e da antiga área não-incorporada de Kangerlussuaq. Recebeu o seu nome por estar no centro do país. A população é de 9 627 (em Janeiro de 2008). O centro administrativo municipal é Sisimiut. Sermersooq Sermersooq (em gronelandês: Kommuneqarfik Sermersooq) é município gronelandês desde 1 de Janeiro de 2009. É onde fica a capital da ilha, Nuuk, e é o mais habitado. A população é de 20 998 (em Janeiro de 2008)..Inclui os antigos municípios de Ammassalik, Ittoqqortoormiit, Ivittuut, Nuuk e Paamiut. Kujalleq Kujalleq (em gronelandês: Kommune Kujalleq) é município gronelandês desde 1 de Janeiro de 2009. Inclui os antigos municípios de Nanortalik, Narsaq, e Qaqortoq. A população é de 7 755 (em Janeiro de 2008).. Antiga divisão administrativa (até 2009) Administrativamente, a Gronelândia consistia em três condados (Amt): Kitaa/Vestgrønland (Gronelândia Ocidental), Tunu/Østgrønland (Gronelândia Oriental) e Avannaa/Nordgrønland (Gronelândia Setentrional). Kitaa tinha 15 municípios; Tunu 2 e Avannaa apenas 1. O enorme Parque Nacional do Nordeste da Gronelândia pertencia a ambas a Gronelândia Oriental e Gronelândia Setentrional, mas não fazia parte de nenhum município. A Base aérea de Thule (Pituffik) situava-se num enclave do município de Qaanaaq não pertencia igualmente a nenhum município. Kitaa (Gronelândia Ocidental) Municípios da parte sul: Nanortalik, Qaqortoq, Narsaq e Ivittuut Municípios da parte central: Paamiut, Nuuk, Maniitsoq e Sisimiut Municípios da parte norte: Kangaatsiaq, Aasiaat, Qasigiannguit, Ilulissat, Qeqertarsuaq, Uummannaq, Upernavik e Parque Nacional do Nordeste da Gronelândia (pequena parte, e não incorporado) Tunu (Gronelândia Oriental) Ammassalik, Ittoqqortoormiit e Parque Nacional do Nordeste da Gronelândia (somente a parte sul, e não incorporado) Avannaa (Gronelândia Setentrional) Municípios de Qaanaaq, Base aérea de Thule (Pituffik) e Parque Nacional do Nordeste da Gronelândia (somente a parte norte, e não incorporado) |
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VEGETAÇÃO |
No sul da ilha, cobertos de uma vegetação de gramíneas com bosques de bétulas e salgueiros encontram-se, importados da Islândia, rebanhos de carneiros, bovinos e equinos. |
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IDIOMAS |
Groenlandês e dinamarquês (oficiais). |
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CULINÁRIA |
Tradicional gronelandês alimentar consiste sazonal ingredientes cozidos em uma forma simples. Um clássico é um prato sopa prato chamado 'suaasat', que é baseada em peixes, aves ou carne de foca, baleia ou renas. A sopa é rica e nutritiva. Apenas o suficiente arroz é adicionado para fazer a sopa lisa, assim como as cebolas e as batatas. Não especiarias, exceto sal e pimenta fornecer o toque final, e até que a sopa é servida todos estão cheios. - Que significa "Não gosto bom" em gronelandês. Gronelandesa alimentar. Um favorito almoço e um lanche popular bacalhau é seco e baleias acompanhadas baleia choradeira. Outros favoritos incluem secas' ammassat '(uma pequena arenque, o salmão como peixe na família chamado capelim), carne seca renas e baleia pele com óleo de baleia, denominado «mattak', que é um bem-amado delicadeza entre a população local. E, claro crowberries e blueberries no Outono. Estes são utilizados, em grande medida tanto para acompanhar gronelandês disposto e em sobremesas e bolos. |
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CLIMA |
Tem um clima marítimo, influenciado pelo clima subarctico, com invernos frios, com neve e verões frescos. As temperaturas estão abaixo de zero durante o inverno e permanece um frescor no verão. |
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RELIGIÕES |
A principal religião é o cristianismo, praticado por 96,6% dos habitantes. O luteranismo é a maior denominação cristã praticada no território. 2,2% da população constituem-se por não-religiosos, enquanto as religiões étnicas e outras religiões constituem 0,7% e 0,5% da população, respetivamente. O livro bíblico do Novo Testamento foi traduzido para o gronelandês de 1766 a 1893. A primeira tradução da Bíblia inteira foi concluída em 1900. Uma nova tradução foi concluída em 2000. Os habitantes da Gronelândia foram cristianizados pelos missionários noruegueses e dinamarqueses entre os séculos XVII e XIX. Ainda há missionários cristãos lá, principalmente dos movimentos carismáticos. |
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POLÍTICA |
O Chefe de Estado da Groelândia é a Rainha Margarida II da Dinamarca. Um Alto Comissário representa a monarquia e o governo dinamarquês, nomeado por este último. A Groelândia conta com um parlamento (Inatsisartut) eleito de trinta e um membros. O Chefe de Governo (Naalakkersuisut siulittaasuat) é o Primeiro-Ministro do governo regional (Naalakkersuisut), que costuma ser o líder do partido com maioria no parlamento. Em 1985, a Groelândia deixou a Comunidade Europeia, embora a Dinamarca continue a integrar aquela união. Em 25 de novembro de 2008, os eleitores gronelandeses aprovaram, em referendo, uma ampliação da autonomia da ilha frente ao governo dinamarquês. |
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TURISMO |
A maior ilha do mundo, a Groenlândia é um local que atrai a atenção pela sua formação, já que 80% de sua área é coberta por geleiras, o que a torna a segunda maior reserva de gelo do mundo, atrás apenas da Antártida. Com uma população de pouco mais de 56 mil pessoas em uma área superior a 2 milhões de quilômetros quadrados, essa nação autônoma do Reino da Dinamarca garante muito contato com a natureza. Confira 9 atrações em uma viagem pela Groenlândia. Águas Termais-Nascentes de águas quentes são comuns em diversos pontos da Groenlândia. No entanto, as únicas usadas como piscinas são as localizadas em Uunartoq, ao sul, e funcionam durante o ano inteiro. As águas termais são consideradas benéficas para uma série de terapias corporais e para a pele. Aurora Boreal-Um dos mais intrigantes espetáculos da natureza pode ser conferido na Groenlândia. A Aurora Boreal, ou Luzes do Norte, pode ser apreciada na região durante as noites. A melhor época para observar as luzes coloridas noturnas na Groenlândia é entre setembro e abril, especialmente no forte do inverno, quando as noites são mais longas. Icebergs-A Groenlândia é um dos melhores lugares do mundo para se admirar icebergs. Uma das melhores cidades da região para isso é Ilulissat, que significa justamente icebergs. No fiorde de icebergs da cidade é possível encarar de perto uma quantidade gigantesca dessas estruturas geladas que encantam e assustam ao mesmo tempo. Mergulho-O mergulho na Groenlândia é um desafio para quem está disposto a enfrentar um ambiente pouco amigável, mas de grande beleza. O primeiro desafio é enfrentar as águas gélidas do ártico. O segundo é a necessidade de total atenção, já que o fundo do mar local exige que o mergulhador não se descuide, e por isso o indicado é que se enfrente o desafio junto com uma pessoa certificada. Quem passa pela experiência, no entanto, tem como recompensa a observação de naufrágios e conhecer o mundo dos icebergs por um ângulo impressionante. Museus-Os principais museus da Groenlândia são o Museu Nacional, o Museu de Artes, o Museu das Aeronaves e o Museu de História Nórdica e Culturas Imigrantes. Neles é possível conhecer um pouco da história da região e dos povos que por lá se instalaram. Observação de baleias-Entre os animais encontrados na Groenlândia, um dos mais encantadores são as baleias. Uma atividade popular na ilha é a observação delas, que exige um pouco de paciência do visitante. Mas a espera pode valer a pena quando uma grande baleia jubarte desponta na superfície da água. Ruínas vikings-Os vikings estiveram na Groenlândia e colonizaram o local por um longo período, e até hoje há marcas perceptíveis dessa civilização na ilha. Em alguns pontos é possível observar ruínas. É o caso dos restos da fazenda construída por Erik, o Vermelho, primeiro viking a se estabelecer no local, que fica em Qassiarsuk, além de igrejas e outras construções. Sol da Meia-Noite-Outro fenômeno natural belo e curioso que pode ser apreciado na Groenlândia é o Sol da Meia-Noite. Durante o verão do hemisfério norte, o Ártico passa pelo fenômeno, que faz com que o sol não se ponha e torna as 24 horas do dia claras. Trenó de cães-Uma tradição desde os povos antigos que habitavam a Groenlândia, os passeios em trenós puxados por cães são outra atração para os turistas que visitam a ilha. Além de ser uma experiência incrível, é também uma forma diferente de conhecer as paisagens geladas locais. |
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ECONOMIA |
Recursos minerais (zinco, chumbo, minério de ferro, carvão, molibdénio, ouro, platina e urânio) são abundantes. A descoberta de petróleo, zinco e ouro, em 1994, promete mudar a economia, ainda bastante dependente da Dinamarca, que também responde por sua defesa e relações externas. A economia baseia-se na extração de bens minerais e também na pesca, caça de focas e baleias. A caça de foca marca a vida dos habitantes do norte. A Groenlândia hoje é criticamente dependentes da pesca e das exportações de pescado, sendo que a indústria da pesca de camarões é de longe a mais rentável. Apesar de uma promissora retomada das atividades de exploração de hidrocarbonetos e minerais, ainda serão necessários vários anos antes que a produção de hidrocarbonetos seja iniciada. Foi criada a companhia petrolífera estatal NUNAOIL a fim de estimular a indústria de hidrocarbonetos. Foram lançadas ações da empresa estatal Nunamineral na bolsa de valores de Copenhague, a fim de reunir os capitais necessários ao aumento da produção de ouro, iniciada em 2007. A exploração de depósitos de rubi também começou em 2007. Registra-se também a prospecção de outros minerais (alumínio, cobre, níquel, platina, titânio, tungstênio e urânio). O turismo é o único sector com algum potencial a curto prazo mas é limitado, devido à curta temporada e aos custos elevados. O sector público, incluindo empresas públicas e municípios, desempenha um papel predominante na economia da Groelândia. Cerca de metade das receitas governamentais vêm de subsídios do governo dinamarquês - um importante complemento ao produto interno bruto (PIB). O PIB per capita é equivalente ao das economias mais pobres da Europa, ainda que o IDH seja elevadíssimo. A Groelândia sofreu uma recessão econômica no início da década de 1990, mas, a partir de 1993, a economia cresceu. O governo tem adotado uma política de aperto fiscal desde o final dos anos 1980, o que contribuiu para criar superavit orçamentário e manter a inflação baixa. Desde 1990, quando foi fechada a última mina de chumbo e zinco, a Groelândia registra déficit na balança comercial. |
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ETINIAS |
Aproximadamente 88% da população são da etnia inuit, ou mistura desse com dinamarquês. O restante (12%) é europeu, que atua na ilha extraindo minérios. |
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INDÚSTRIA |
A indústria da pesca de camarões é de longe a mais rentável. |
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PECUÁRIA |
A Pecuária não é muito desenvolvida. |
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COLONIZAÇÃO |
Em tempos pré-históricos, a Groelândia foi a residência de um certo número de culturas paleoesquimós. A partir de 984 d.C., foi colonizada por noruegueses estabelecidos em dois assentamentos na costa oeste sobre os fiordes perto da ponta sudoeste da ilha. Eles prosperaram durante alguns séculos, mas, após quase quinhentos anos de habitação, desapareceram por volta do século XV. Os dados indicam que, entre 800 e 1300 d.C., as regiões em torno dos fiordes do sul da Groelândia enfrentaram um clima relativamente ameno em comparação com o de hoje. Árvores e plantas herbáceas cresciam lá, com o clima inicialmente permitindo agricultura e criação de gado como na Noruega. Estas comunidades remotas prosperaram na agricultura, caça e comércio com a Noruega. Quando os reis noruegueses converteram seus domínios ao cristianismo, um bispo foi instalado na Groelândia, subordinado à Arquidiocese de Nidaros (à época parte da Igreja Católica, hoje parte da Igreja Luterana da Noruega). Os assentamentos parecem ter coexistido relativamente pacificamente com os inuítes, que haviam migrado do sul do Ártico para as ilhas da América do Norte por volta de 1200. Em 1261, a Groelândia tornou-se parte do Reino da Noruega. Por volta dos séculos XIV e XV, os assentamentos escandinavos desapareceram, provavelmente devido à fome e conflitos crescentes com os inuítes. Outros motivos como a erosão excessiva do solo, devido à destruição da vegetação natural para a agricultura e a obtenção de relva e madeira e a uma diminuição da temperatura durante a chamada Glacial também favoreceram o desaparecimento dos assentamentos. A condição dos ossos humanos encontrados por arqueólogosa partir deste período indica que a população norueguesa era desnutrida. Sugeriu-se que as práticas culturais, tais como a rejeição de peixes como fonte de alimento e a utilização exclusiva de gado mal adaptado ao clima da Groelândia, poderiam ter causado a fome, e a degradação ambiental levou finalmente ao abandono da colônia. Estudos deixaram claro, porém, que o peixe era importante fonte de alimento para os noruegueses da Groelândia desde o início do século XIV. Em 1500, o rei D. Manuel I de Portugal terá enviado Gaspar Corte-Real à descoberta de terras e de uma "Passagem do Noroeste para a Ásia". Corte-real chegou à Groelândia pensando ser a Ásia, mas não desembarcou. Fez uma segunda viagem à Groelândia em 1501, com o seu irmão Miguel Corte-Real e três caravelas. Encontrando o mar gelado, mudaram e rumo para Sul, chegando à terra que se pensa ter sido Labrador e Terra Nova. Dinamarca-Noruega reafirmou a sua reivindicação latente para a colônia em 1721. Após as Guerras Napoleônicas, separou-se a Noruega da Dinamarca por exigência do Congresso de Viena, através daquele que ficou conhecido como Tratado de Kiel (1814). A Noruega uniu-se então à Suécia, situação que perduraria até 1905. A Dinamarca manteve as colônias da Islândia, ilhas Feroé e Groelândia. Governou também a Índia Dinamarquesa (Tranquebar) de 1620 a 1869, a Costa do Ouro dinamarquesa (Gana) de 1658 a 1850 e as Índias Ocidentais Dinamarquesas (as ilhas Virgens Americanas) de 1671 a 1917. Durante a Segunda Guerra Mundial, a ligação entre Groelândia e Dinamarca foi interrompida em 9 de abril de 1940, por ocasião da ocupação da Dinamarca pelos nazistas. A Groelândia foi capaz de comprar mercadorias provenientes dos Estados Unidos e do Canadá, através da venda de criolito da mina de Ivigtût. Durante a guerra o sistema de governo mudou. O governador Eske Brun governou a ilha através de uma lei de 1925 que permitia a governadores assumir o controle sob circunstâncias extremas. O outro governador, Aksel Svane, foi transferido para os Estados Unidos, para liderar uma comissão de abastecimento da Gronelândia. A Sirius Patrol, guardando a costa nordeste da Groelândia usando trenós puxados por cachorros, detectou e destruiu várias estações meteorológicas alemãs, dando à Dinamarca uma posição melhor no tumulto pós-guerra. A Groelândia foi uma sociedade protegida e muito isolada até 1940. O governo dinamarquês, que governava a sua colônia, acreditava que a sociedade iria enfrentar exploração do mundo exterior ou até mesmo extinção se o país fosse aberto. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, a Groelândia desenvolveu um senso de autoconfiança através do seu autogoverno e comunicação independente com o mundo exterior. Entretanto, uma comissão em 1946 (com o maior conselho Gronelandês, o Landsrådet, como participante) recomendou paciência e nenhuma reforma radical do sistema. Dois anos mais tarde o primeiro passo em direção à mudança de governo foi dado, quando uma grande comissão foi fundada. Em 1950 o relatório (G-50) foi apresentado. A Groelândia deveria ser uma afluente sociedade moderna com o país Dinamarquês como patrono e exemplo. Em 1953, a Groelândia foi feita parte do reino dinamarquês. A autonomia foi concedida em 1979. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Groelândia se separou de fato, tanto social como economicamente, da Dinamarca, aproximando-se mais dos Estados Unidos e Canadá. Depois da guerra, o controle da ilha voltou à Dinamarca, retirando-se seu status colonial, e, apesar da Groelândia continuar sendo parte do Reino da Dinamarca, é autônoma desde 1979. A ilha é o único território que deixou a União Europeia, se bem que possua o status de estado associado. |
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DATA DE INDEPENDÊNCIA |
8 de Julho de 1979. |
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EDUCAÇÃO |
Não foi encontrada. |
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FRONTEIRAS |
As seguintes fronteiras são somente entre o Canadá e a Groenlândia, pois, a Groenlândia é uma ilha: A bacia de Hall (em inglês: Hall Basin) é um canal marítimo ou estreito entre a Terra de Hall na Gronelândia e a ilha de Ellesmere, no Canadá. A bacia de Hall recebeu o seu nome em homenagem ao explorador polar norte-americano Charles Francis Hall. A bacia de Hall está localizada no estreito de Nares, com a entrada no caboe Baird a costa oriental da ilha de Ellesmere e o cabo Morton na costa noroeste da Gronelândia. O canal de Robeson fica a norte, e o canal de Kennedy a sul. A bacia tem forma irregular, com a entrada para a baía de Lady Franklin na sua costa ocidental a ser profundamente recortada por um sistema de fiordes. A costa oriental é mais regular, mas inclui o fiorde Petermann do glaciar Petermann no extremo sul. O estreito de Davis (em inglês: Davis Strait; em francês: Détroit de Davis) é um estreito situado entre a costa ocidental da Gronelândia e a ilha de Baffin, do Canadá. As profundidades alcançadas nas águas do Estreito de Davis estão entre 1000 e 2000 metros, substancialmente menores que no mar do Labrador (a sul), e que na baía de Baffin (a norte). Foi quase certamente formado no período do Paleogeno, entre 62 e 45 milhões de anos. O estreito de Davis foi durante muitos anos tomado como potencial entrada para a mítica Passagem do Noroeste. Deve o seu nome a John Davis (1550–1605), precisamente um dos exploradores que aí estiveram em busca desse caminho para o Pacífico pelo norte da América. Geografia Segundo a Organização Hidrográfica Internacional (International Hydrographic Organization, IHO), na sua publicação Limits of oceans and seas (3.ª ed. de 1953), o estreito de Davis (que tem o número de identificação 15) tem os seguintes limites: a norte, o paralelo 70º N entre a Gronelândia e a ilha de Baffin, que é o limite sul da baía de Baffin; a leste, a costa ocidental da Gronelândia; a sul, o paralelo 60ºN, entre a Gronelândia e a península do Labrador; a oeste, o limite oriental da Passagem do Noroeste, a sul do paralelo 70º, e o estreito de Hudson. Tem uma largura entre 338 e 664km, e na costa da ilha de Baffin tem duas importantes entradas, o Cumberland Sound e a baía de Frobisher. É um dos troços da rota marítima da Passagem do Noroeste. O estreito de Nares (em dinamarquês: Nares Strædet) é um estreito e hidrovia entre a ilha Ellesmere, Canadá e a Gronelândia. Liga a baía de Baffin ao mar de Lincoln no oceano Ártico. O seu nome foi atribuído em 1964 como homenagem ao oficial da Marinha Britânica George Strong Nares. A ilha Hans, uma pequena ilha desabitada no meio do estreito, é reclamada pela Dinamarca (em nome da Gronelândia) e pelo Canadá. O extremo norte do estreito é designado canal Robeson. A Ilha Hans (língua groenlandesa/Inuktitut: Tartupaluk, dinamarquês: Hans Ø, francês: Île Hans) é uma pequeníssima (1,3km²) e desabitada ilha, situada aproximadamente em 80º49'41N, 66º38'46W, no centro do canal de Kennedy do estreito de Nares—o estreito que separa a ilha Ellesmere, Canadá, do norte da Gronelândia, e que liga a baía de Baffin com o Mar de Lincoln. A ilha Hans é a menor das três ilhas do canal de Kennedy, sendo as outras a ilha Franklin e a ilha Crozier. A soberania sobre a ilha é atualmente disputada entre o Canadá e a Dinamarca. A disputa é, por sua vez, um teste sobre a validade das reclamações de soberania sobre o Ártico, e por outro lado, uma tentativa de ambos os países de assegurar o controlo da potencial Passagem do Noroeste, no caso de esta chegar a abrir-se para a navegação devido ao aquecimento global. |
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TRAJES TÍPICOS |
Não foi encontrado. |
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MINERAÇÃO |
Recursos minerais (carvão, chumbo, minério de ferro, molibdénio, ouro, platina, urânio e zinco.) são abundantes. A descoberta de petróleo, zinco e ouro, em 1994, promete mudar a economia, ainda bastante dependente da Dinamarca, que também responde por sua defesa e relações externas. A economia baseia-se na extração de bens minerais e também na pesca, caça de focas e baleias. |
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ESPORTES |
O futebol é o desporto nacional, mas a sua federação não é reconhecida pela FIFA. Como a Gronelândia não é membro da FIFA ou de qualquer outra confederação continental, não está apta a participar da Copa do Mundo FIFA ou de quaisquer outros torneios oficiais; a maior parte dos jogos que disputou foram contra as Ilhas Faroe e a Islândia, porém nenhum dos dois países consideraram estas partidas como amistosos oficiais. Entre todas as federações internacionais desportivas, apenas a Federação Internacional de Handebol reconhece a Gronelândia como uma federação independente, fazendo parte da Confederação Norte-Americana de Handebol, uma das três subdivisões da Federação Pan-Americana de Handebol. A equipe nacional masculina conseguiu se classificar para o Campeonato Mundial de Handebol nas edições de 2001, 2003 e 2007. A ilha também é membro da Associação Internacional dos Jogos das Ilhas ,o que lhe dá direitos de participação nos bianuais Jogos das Ilhas; e também nos Jogos de Inverno do Ártico. Em 2002, Nuuk sediou junto com Iqaluit, na província canadense de Nunavut a edição daquele ano. A ilha ganhou, então, o troféu de "fair play" que também ganhara em 1994. O futebol, também referido como futebol de campo, futebol de onze e, controversamente, futebol associado (em inglês: association football, football, soccer), é um desporto de equipe jogado entre dois times de 11 jogadores cada um e um árbitro que se ocupa da correta aplicação das normas. É considerado o desporto mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições. É jogado num campo retangular gramado, com uma baliza em cada lado do campo. O objetivo do jogo é deslocar uma bola através do campo para colocá-la dentro da baliza adversária, ação que se denomina golo ou gol. A equipe que marca mais gols ao término da partida é a vencedora. O jogo moderno foi criado na Inglaterra com a formação da The Football Association, cujas regras de 1863 são a base do desporto na atualidade. O órgão regente do futebol é a Federação Internacional de Futebol (em francês: Fédération Internationale de Football Association), mais conhecida pela sigla FIFA. A principal competição internacional de futebol é a Copa do Mundo FIFA, realizada a cada quatro anos. Este evento é o mais famoso e com maior quantidade de espectadores do mundo, o dobro da audiência dos Jogos Olímpicos. Andebol ou handebol (do inglês handball) é uma modalidade desportiva criada pelo alemão Karl Schelenz, em 1919—embora se baseasse em outros desportos praticados desde fins do século XIX, na Europa setentrional e no Uruguai. O jogo inicialmente era praticado na relva em um campo similar ao do futebol com dimensões entre 90m a 110m de comprimento e entre 55m a 65m de largura, a área de baliza (gol em português do Brasil) com raio de 13m, a baliza com 7,32m de largura por 2,44m de altura (a mesma usada no futebol), e era disputado por duas equipas de onze jogadores cada, sendo a bola semelhante à usada na versão de sete jogadores. Hoje em dia a maioria dos jogadores pratica apenas o andebol de sete. |
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LEMA |
O país não possui lema. |
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FORÇAS ARMADAS |
Por pertencer à Dinamarca, não possui Forças Armadas própria. |